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26/11/2018

Consumo de energia cresceu 3,8% em novembro, afirma CCEE



O consumo de energia elétrica no Brasil teve um aumento de 3,8% em novembro em relação ao mesmo período do ano passado. A informação deriva dos dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 do mês pela CCEE e publicados através do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, que traz números prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Segundo o levantamento, nas duas primeiras semanas de novembro, o consumo no Sistema Interligado Nacional – SIN alcançou 62.814 MW médios, montante superior aos 60.536 MW médios consumidos no mesmo mês em 2017.

No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo) houve aumento de 4% no consumo, índice que considera a migração de consumidores para o mercado livre (ACL) na análise. Caso esse movimento dos agentes não fosse levado para a análise, o consumo seria 5,1% maior, impactado pela presença dos feriados e pelas altas temperaturas, especialmente na segunda semana do mês.

Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL o consumo cresceu 3,3% quando a migração é considerada. O incremento no consumo também é registrado sem as novas cargas oriundas do ACR na análise, mas menos expressivo, em 0,7%.

Quanto aos ramos industriais avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, o setor de minerais não-metálicos, alimentício e de madeira, papel e celulose foram os segmentos com maior evolução no consumo, quando a migração não é considerada na análise, com 6,9%, 3,7%, e 2,3%, respectivamente.  Por outro lado, no mesmo cenário sem migração, os segmentos de metalurgia e produtos de metal, têxtil e de transportes apresentaram retração no consumo, com 3,1%, 1,7% e 0,6%.

O Boletim também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em novembro, equivalente a 78,7% de suas garantias físicas, ou 47.480 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 86,4%.

Fonte: Canal Energia